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por António Costa, Publisher

Novo Banco nas mãos de Centeno... ou será de Costa?

O Banco de Portugal e a equipa de Sérgio Monteiro chegaram a um entendimento com o Lone Star suficientemente relevante para recomendarem ao governo uma negociação exclusiva com o fundo norte-americano. É uma boa notícia, à espera de ser ratificada. Um ano e mais de um mês depois do lançamento deste concurso, com avanços e recuos pelo meio, parece que desta é que é. O governo vai poder negociar a venda do banco que sucedeu ao BES e fechar um dos dossiês mais difíceis do sistema financeiro português.

A venda do Novo Banco deveria ter permitido uma consolidação do setor, com algum dos bancos já no mercado. Era a melhor solução para o sistema bancário e para a economia do país. Não tendo sido possível - o BPI e o BCP foram apanhados no meio de processos internos que os afastaram da corrida -, a venda ao Lone Sar é uma saída 'acima da linha'. Por várias razões.

Sérgio Monteiro, o líder da equipa de negociação do Banco de Portugal, era um alvo fácil, aceitou um papel que tinha tudo para correr mal. Simplesmente, porque o Novo Banco não era, nem é ainda, um banco livre de problemas. E a economia portuguesa está ainda longe de inspirar a confiança dos investidores, está, aliás, pior do que já esteve. Não é por acaso que no fim da corrida fica um fundo de private equity e não um qualquer banco internacional. Fez o seu papel, e fê-lo bem. Levou 'a carta a garcia' e já pode sair.

Se a venda a um fundo não permite uma consolidação imediata do setor, a venda ao Lone Star fará mais pela credibilidade externa do país do que muitas entrevistas de Mário Centeno aos canais internacionais. Porquê? Já ouviu a expressão 'put your money where your mouth is'? Traduzido em bom português, há um investidor americano a acreditar que pode ganhar dinheiro em Portugal. E, sejamos claros, nos últimos anos, o que se viu foi sobretudo investimento angolano e chinês. E ainda bem que existiu.

Como o ECO revelou em primeira mão, o Lone Star não vai comprar 100% do Novo Banco, mas põe mil milhões de euros no capital. É a contrapartida para abdicar da garantia pública. Mas o Estado vai ter de 'entrar' no negócio, comprando uma participação ao Fundo de Resolução. E, desde já, que fique claro: não faz qualquer sentido manter o Fundo de Resolução no Novo Banco, por razões de concorrência e por razões políticas. Se querem retirar o Novo Banco do estatuto de Banco de Transição, vão manter o Fundo - que é financiado por todos os outros bancos do sistema - com uma posição acionista!? 

A venda do Novo Banco passará, agora, para as mãos de Mário Centeno... ou será de António Costa?

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O que está nas notícias

Vem aí uma nova comissão de inquérito

Vem aí uma nova Comissão de Inquérito... sobre a Caixa Geral de Depósitos (CGD). Será pedida pela Direita parlamentar, mas a responsabilidade, essa, só pode ser atribuída à Esquerda... e ao presidente do Parlamento. O PS, com o apoio do BE e do PCP e a ação de Ferro Rodrigues, bloqueou a discussão na comissão que está em curso. Não só nas pessoas a ouvir, como nos documentos a serem lidos, particularmente os trocados entre o ministro das Finanças e António Domingues. O ECO foi saber se a nova comissão pode aceder a SMS. Leia aqui a resposta.

Afinal, a austeridade dá jeito... no ISP

A austeridade não acabou mudou de sítio. Se tinha dúvidas, a decisão do governo de acabar com a revisão trimestral da fórmula de cálculo do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) é mais uma evidência desta realidade. A promessa foi feita e nunca foi dito que era apenas para vigorar em 2016. Sabemos agora que é. Foi uma omissão cirúrgica. O governo prometeu a neutralidade entre o preço do barril de petróleo e a subida do ISP, mas, agora, com a subida daquela matéria-prima, a descida do imposto ficou na gaveta. Para garantir o aumento de receita fiscal, pois claro.

Era uma vez um setor financeiro na bolsa

Era uma vez um setor financeiro que durante anos exerceu domínio na bolsa nacional. Eram bancos que davam expressão à negociação em Lisboa, mas cuja influência no mapa bolsista se foi desvanecendo ao longo do tempo por entre fusões e aquisições, falências e bancarrotas. E hoje é o BCP a assumir protagonismo em Lisboa.

Um negócio que caiu antes de nascer

O que poderia ser o negócio do ano ficou, afinal, na gaveta. Num comunicado conjunto, as empresas revelaram que decidiram, “amigavelmente”, não avançar com o negócio, depois do grupo alimentar detido por Warren Buffett e pela brasileira 3G ter oferecido 130 mil milhões de libras (cerca de 130,7 mil milhões de euros) pela Unilever, proposta que foi rejeitada pela empresa anglo-holandesa.

A independência dos bancos centrais está em causa

A independência dos bancos centrais está a perder brilho. A afirmação é de Wolfgang Munchau e está no seu artigo semanal no Financial Times. Não é um fenómeno de hoje, mas o novo regime norte-americano está a acelerar a discussão. Ainda recentemente, o vice-charmain da Câmara dos Representantes escreveu uma carta a Janet Yellen, a presidente da Reserva Federal, a questionar a sua autoridade para negociar acordos monetários internacionais.  


 

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5 coisas que tem de saber antes de o mercado abrir.

1

Grécia, acordo está mesmo à vista?

O comissário europeu Pierre Moscovici deixou a dica na semana passada: faltam apenas "pequenos passos" para desbloquear a próxima tranche do resgate grego. Esta segunda-feira, os ministros das Finanças da Zona Euro reúnem-se para discutir as divergências relativamente a este assunto e deverão, finalmente, chegar a acordo.

2

Brexit chega à Câmara dos Lordes

Depois de a Câmara dos Comuns ter aprovado a legislação necessária para que o Governo britânico possa dar início ao processo de saída da União Europeia, o diploma será agora discutido na Câmara dos Lordes. Hoje será o primeiro de dois dias de debate. Na terça-feira, a câmara vota a legislação.

3

Banco de Portugal revela contas

O Banco de Portugal divulga hoje vários indicadores. Além dos valores da balança corrente e de capital relativos ao final do ano passado, o regulador revela ainda os dados mais recentes da posição de investimento internacional, o endividamento do setor não financeiro e o financiamento das administrações públicas.

4

Dia de mudanças no Banco Popular

Tem sido um caminho turbulento para o Banco Popular, desde que acordou a rescisão voluntária de mais de 2.600 funcionários e decidiu afastar o seu presidente, Ángel Ron. Agora, o banco espanhol entra num novo ciclo. Na assembleia extraordinária que se realiza hoje, os acionistas deverão eleger Emilio Saracho, tido como o melhor banqueiro espanhol, como presidente executivo. Pela frente, Saracho tem a recuperação das perdas registadas no ano passado, que ascenderam a 3,5 mil milhões de euros.

5

Dia com menos liquidez

A semana começa com os mercados norte-americanos fechados. Os Estados Unidos comemoram, na segunda-feira, o Dia dos Presidentes, pelo que as bolsas não negoceiam. Tendencialmente, isso significa que, nos restantes mercados, incluindo os europeus, será um dia de liquidez mais fraca do que o habitual. Na sexta-feira, em véspera deste feriado, os mercados norte-americanos fecharam no vermelho.

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